domingo, 22 de outubro de 2017

"Aparentemente, tenho mais consideração pelos iranianos que seus líderes”, continua Netanyahu em sua mensagem. O premiê aponta que iranianos “não se orgulham quando a Guarda Revolucionária assassina homens e mulheres inocentes ao redor do globo”, e que “pais e mães” do país não se envolveriam com atos terroristas como a explosão em 1994 de um centro comunitário judeu em Buenos Aires, atribuído ao regime de Teerã." “Tenho certeza que os iranianos desejam viver em paz, e não que o próprio governo atire em estudantes na rua, enforque gays em guindastes, e torture jornalistas na prisão”, criticou o premiê israelense sobre as violações dos direitos humanos cometidas no país persa. “Um dia as pessoas do Irã serão livres, livres para tuitar e para expressar como eles se sentem quando seus ditadores os comparam com a versão iraniana do Estado Islâmico”. Netanyahu conclui o vídeo com o pedido direto ao ministro de Relações Exteriores do Irã: “apague seu Twitter”.


Premiê de Israel provoca ministro do Irã: ‘apague seu Twitter’

Benjamin Netanyahu usou a conta oficial de seu gabinete para responder a declarações anteriores do chefe da diplomacia iraniana na rede social

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou a conta oficial de seu gabinete no Twitter para provocar o ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif. Em meio a comentários duros sobre o regime de Teerã, Netanyahu postou um vídeo em resposta a declarações anteriores do chefe da diplomacia iraniana na rede social no qual instou Zarif a apagar sua conta na rede social.
“Minha mensagem ao ministro das Relações Exteriores do Irã: Apague sua conta”. 
No último sábado, Zarif escreveu em sua conta no Twitter que “os iranianos – garotos, garotas, homens, mulheres – são todos IRGC”, em referência à Guarda Revolucionária Iraniana. A postagem foi motivada pelas declarações de Donald Trump na sexta-feira, quando o presidente americano anunciou que não validaria o acordo nuclear com Teerã e iria impor sanções a membros e afiliados da divisão de elite do regime iraniano.
No vídeo em resposta ao pronunciamento de Zarif, de Netanyahu anuncia logo de cara: “espero que você esteja sentado, porque vou falar de uma lorota”. Ao relatar a mensagem do diplomata iraniano, o premiê diz que “adoraria saber o que o povo do Irã acha do tuíte”.  “Infelizmente, o regime os proíbe de usar o Twitter. Que ironia, não?”, provocou.
“Aparentemente, tenho mais consideração pelos iranianos que seus líderes”, continua Netanyahu em sua mensagem. O premiê aponta que iranianos “não se orgulham quando a Guarda Revolucionária assassina homens e mulheres inocentes ao redor do globo”, e que “pais e mães” do país não se envolveriam com atos terroristas como a explosão em 1994 de um centro comunitário judeu em Buenos Aires, atribuído ao regime de Teerã.
“Tenho certeza que os iranianos desejam viver em paz, e não que o próprio governo atire em estudantes na rua, enforque gays em guindastes, e torture jornalistas na prisão”, criticou o premiê israelense sobre as violações dos direitos humanos cometidas no país persa. “Um dia as pessoas do Irã serão livres, livres para tuitar e para expressar como eles se sentem quando seus ditadores os comparam com a versão iraniana do Estado Islâmico”. Netanyahu conclui o vídeo com o pedido direto ao ministro de Relações Exteriores do Irã: “apague seu Twitter”.
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