domingo, 25 de maio de 2014

יהוה IEHOUAH יהוה · Pode ser que os 'Presidentes' aceitem. Mas e as nações? Quanto á Soberania IEHOUAH ela é onipresente e também leal a si mesma. Paz de Israel se define em Israel e de Yerushalaim em Yerushalaim. A história escrita e o dia a dia não ensinam nada? - http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/05/papa-convida-presidentes-palestino-e-israelense-rezar-no-vaticano-pela-paz.html

25/05/2014 07h12 - Atualizado em 25/05/2014 10h36
Papa convida presidentes palestino e israelense a rezar no Vaticano pela paz

Convite inesperado foi feito após missa em Belém, na Cisjordânia.
Francisco faz visita de três dias à Terra Santa.

Do G1, em São Paulo
O Papa Francisco ora na barreira de segurança entre Israel e a Cisjordânia, neste domingo (25) (Foto: AFP/Osservatore Romano)O Papa Francisco ora na barreira de segurança
entre Israel e a Cisjordânia, neste domingo (25)
(Foto: AFP/Osservatore Romano)
O Papa Francisco convidou neste domingo (25), em Belém, o presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente palestino, Mahmud Abbas, a orar pela paz no Vaticano.
"Quero convidar o presidente Abbas e o presidente Peres para que, junto comigo, elevemos a Deus uma oração pela paz. Ofereço minha casa, o Vaticano, para esse encontro de oração", disse, de maneira inesperada, ao fim da missa que rezou.
Questionado sobre o convite, uma porta-voz do presidente Peres disse em Jerusalém que ele "sempre aceita qualquer tipo de iniciativa para promover a paz".
Mais cedo, o Papa Francisco exortou palestinos e israelenses a iniciar um "êxodo" rumo à paz para pôr fim ao sofrimento que castiga a região há décadas.
"Encorajo os povos palestino e israelense, assim como suas respectivas autoridades, a empreender este feliz êxodo rumo à paz com a coragem e a firmeza necessária para todo êxodo", disse o pontífice em seu primeiro discurso na Palestina, que fez junto ao presidente Mahmoud Abbas.
Papa Francisco aterrissou na cidade de Belém, na Cisjordânia, segunda etapa de sua peregrinação de três dias à Terra Santa, por volta das 9h30 (local).
Diante de Francisco, Abbas acusou Israel de tentar "mudar a identidade e o caráter de Jerusalém Oriental e de asfixiar sua população palestina, cristã e muçulmana, com o objetivo de expulsá-la" da cidade.
Ele também falou ao pontífice do "terrível muro que Israel construiu pela força brutal".
O chefe da Igreja Católica pediu "o reconhecimento por parte de todos do direito de dois Estados existirem e desfrutarem da paz e da segurança em fronteiras internacionalmente reconhecidas".
A caminho da Praça da Manjedoura para celebrar uma missa sob a proteção de cerca de 3.000 integrantes das forças de segurança palestinas, o Papa parou seu carro sem capota para ir a pé ao muro de concreto, onde fica uma torre de vigia.
Ele encostou as mãos no muro, em parte coberto de pichações recentes, incluindo uma em inglês destinada diretamente a ele: "Papa, precisamos de alguém que fale de justiça".
O assessor político de Abbas, Nimr Hammad, saudou uma mensagem significativa de que "não se pode alcançar a paz, enquanto Israel continuar a construir muros de separação racistas entre os povos palestino e israelense".
De acordo com um porta-voz do comitê organizador palestino, Achraf al-Ajrami, "ao parar diante do muro e ao tocá-lo, o Papa tocou a dor diária vivida pelo povo palestino".
Farid Abu Mohor, morador da cidade de Beit Jala, onde o traçado da barreira ameaça o acesso as suas terras agrícolas, disse "esperar que atos como esse impeçam que o muro seja concluído".
Em seguida, Francisco teve a calorosa recepção de cerca de 10.000 fiéis na Praça da Manjedoura, enfeitada com bandeiras do Vaticano e palestinas, além de um quadro gigante do nascimento de Jesus, que na pintura aparecia envolto em um keffieh, símbolo nacional palestino.
O sumo pontífice foi de helicóptero durante a tarde para o aeroporto Ben Gurion de Tel Aviv.
Francisco anda de papamóvel aberto em Belém. (Foto: Jack Guez / AFP Photo)Francisco anda de papamóvel aberto em Belém. (Foto: Jack Guez / AFP Photo)